quinta-feira, 1 de novembro de 2012

GEOLOGIA - A Tabela Cronostratigráfica

No fim do século XVIII, os geólogos procuraram criar, pela primeira vez, uma escala cronológica de acontecimentos geológicos. Desta forma, dividiram as formações geológicas em 3 graus:
- Primário, ao qual correspondem as rochas mais antigas que se formaram no interior da Terra (metamórficas e magmáticas);
- Secundário, rochas que se formaram à superfície (rochas sedimentares consolidadas);
- Terciário, ao qual correspondem as rochas sedimentares não consolidadas.

Já na primeira metade do séc. XIX, com a aplicação de alguns princípios da estratigrafia, estabeleceu-se uma escala estratigráfica com diferentes divisões (Eras que se dividiam em Sistemas que por sua vez se dividiam em Séries) e cujo objectivo era ter um carácter universal. Todavia, nenhum acontecimento geológico ocorre ao mesmo tempo em todo o Globo, pois os acontecimentos assumem apenas um carácter local e não universal.

Contudo somente no séc. XX com a grande descoberta da radioactividade e a sua aplicação aos processos de datação das rochas é que foi possível chegar a uma escala estratigráfica calibrada numericamente com dados obtidos a partir da datação radiométrica.

Assim uma unidade cronostratigráfica é constituída por um conjunto de materiais estratificados que se diferenciam pela sua idade geológica. Estas unidades encontram-se separadas por superfícies de estratificação.

Da ordenação temporal de todas as unidades cronostratigráficas desde as mais antigas até às mais recentes obtemos uma escala cronostratigráfica de referência global. No entanto dever-se-á considerar que esta escala, por vezes, apresenta lacunas que correspondem a episódios que não ficaram registados por alguma razão, como por exemplo a destruição das rochas sedimentares pela erosão.

A escala do tempo geológico abrange diversas divisões dotadas de várias extensões. O Eon é a unidade geocronológica de nível mais elevado, que por sua vez se divide em Eras que estão divididas em unidades menores intituladas de Períodos e que, por sua vez, ainda se dividem em Épocas, sendo a unidade de menor nível a Idade.
O estabelecimento destas unidades de tempo geológico baseia-se essencialmente no registo fóssil e nas características evidenciadas nos estratos.
Quanto mais recuamos no tempo, mais inseguras são as divisões do tempo geológico devido à pouca abundância de conteúdo fossilífero.

Em correspondência às unidades cronostratigráficas temos as unidades geocronológicas.

Unidade
Cronostratigráfica
Unidade
Geocronológica
Eonotema
Éon
Eratema
Era
Sistema
Período
Série
Época
Andar
Idade








O objectivo final das tabelas de tempo geológico é construir uma que seja possível calibrar cronologicamente os acontecimentos que aí se vão registar. Assim, obtêm-se uma escala que estabelece uma correspondência entre acontecimentos datados apenas relativamente, com acontecimentos datados em termos absolutos. Contudo, não existe uma tabela de aceitação generalizada, sendo por vezes necessário introduzir reajustes na escala do tempo geológico. 
Fig.1 - Quadro de divisões estratigráficas,
João Pais & R.Rocha, 2010 

Referências Bibliográficas
-Desconhecido. (2010). Retirado de:  http://www.stratigraphy.org/upload/bak/chron.htm
-Silva, Amparo; Gramaxo, Fernanda; Baldaia, Ludovina; Santos, Maria; Mesquita, Almira; Félix, José, (2008), Terra,Universo de Vida. Porto Editora
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Texto extraído do blog da Mariana Pinto http://espacogeologia.blogspot.com.br

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