Seja bem vindo

Ola, esse blog reune algumas de minhas ideias, pensamentos e devaneios, porem apresenta tambem um resumo daquilo que leio e acho interessante na área do Coaching, Motivação e estilo de vida, da Geologia, Geografia, Biologia, Petróleo & Gás e Meio Ambiente.

Gostaria de saber sua opinião sobre as postagens, portanto ficaria feliz em receber seus comentarios.
Entre e fique a vontade!!


domingo, 23 de setembro de 2012

NOTICIA GEOLOGIA: Rússia revela ter a maior reserva de diamantes do mundo

Por Maria Luciana Rincon Y Tamanini em 19 de Setembro de 2012
Extraído de http://www.tecmundo.com.br 
Rússia revela ter a maior reserva de diamantes do mundo 
(Fonte da imagem: Thinkstock)

De acordo com uma notícia publicada pelo site Gizmodo, geólogos russos acabaram de revelar que possuem a maior reserva de diamantes do planeta, possuindo mais rochas do que todas as demais minas do mundo juntas.

Trata-se de uma cratera formada pelo choque de um asteroide na região norte da Sibéria ocorrido há 35 milhões de anos, que criou uma área de impacto de quase 100 quilômetros de diâmetro. Os especialistas acreditam que a cratera provavelmente conta com trilhões de quilates de diamantes, ou seja, uma quantidade suficiente para abastecer o mercado durante três mil anos. Isso mesmo, três mil anos!

Segundo uma publicação do site The Verge, esses diamantes são especialmente valiosos por terem sido formados pelo resultado do impacto de um asteroide em uma área rica em carbono. E, embora não possam ser utilizados como joias — que decepção! —, eles são extremamente importantes graças a suas aplicações industriais.

Diamantes tecnológicos

Rússia revela ter a maior reserva de diamantes do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/THE VERGE)

Conforme explicaram os geólogos, essas rochas únicas, conhecidas como impactitos, são duas vezes mais duras do que os diamantes normais, além de serem especialmente apreciadas pelo tamanho de suas partículas e pelas suas características abrasivas.

 Apesar de a cratera ter sido descoberta na década de 70, segundo a ITAR-TASS, a Rússia parecer ter esperado o momento apropriado para revelar esse tão bem guardado segredo. Na época em que a reserva foi encontrada, os russos já estavam faturando o suficiente com a produção de diamantes sintéticos e, como o mercado era fortemente regulamentado, valia mais a pena guardar segredo e esperar. Sábia decisão!

No momento, esse tipo de diamantes está sendo cada vez mais utilizado pela indústria tecnológica, e a tendência é de que cada vez mais dispositivos e inovações — como o uso de lasers e o processo de fusão nuclear — dependam dessas rochas. Agora, os russos ficam em uma posição bastante favorável no mercado, podendo inclusive controlar a demanda mundial desse material único.

 
___________________________________
Bem interessante!
Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

EVENTO: releases com a cobertura da Rio Oil & Gás do dia 19/09



 
 
 
Caros colegas, disponibilizo aqui um release enviado pela Alessandra Yamada da FBS Comunicações, onde são apresentados os principais pontos discutidos no dia 19 de setembro na RIO OIL & GAS.
 
Agradeço à:
FSB Comunicações
PR Digital + 55 (21) 3206 5050
Luciana Cruz (luciana.cruz@fsb.com.br)
Alessandra Yamada (alessandra.yamada@fsb.com.br)
Fernanda Venâncio (fernanda.venancio@fsb.com.br)


Saudações Geólogicas!
 Prof. Elias Santos Junior
Manaus, Amazônia, Brasil



Arena +10

Conferência discute desafios e metas para uma nova economia solidária e inclusiva
Quais os critérios e as iniciativas que uma empresa deve adotar para contribuir com a sociedade e uma nova economia, mais solidária, inclusiva e sustentável? O investimento em tecnologia pode ser uma das respostas, segundo a educadora e chefe da Divisão de Desenvolvimento Social do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Wanda Engel, que abriu a conferência de abertura da Arena+10 e Responsabilidade Social da Rio Oil & Gas.

O debate, mediado pela administradora executiva da Fundação Abrinq, Heloisa Oliveira, contou com apresentação dos aspectos econômicos, sociais, tecnológicos e humanos da sociedade e, neste contexto, mostrou possíveis soluções e desafios para as organizações.

“Contamos hoje com uma sociedade altamente competitiva em nível global. As empresas estão inseridas em uma sociedade diferente da que tínhamos há dez anos, com características únicas. 

Apostar no desenvolvimento tecnológico pode ser uma tábua de salvação. O papel das corporações é justamente reconhecer este novo cenário e, assim traçar um plano estratégico de cooperação que não seja míope, individualista e muito menos imediatista”, acredita Engel.

No painel sobre o legado social da cadeia produtiva, Jorge Abraão de Castro, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), defendeu um modelo de desenvolvimento sustentável de largo prazo para que a riqueza do petróleo possa se traduzir nos índices sociais: “Devemos pensar na utilização do fundo social de forma mais ampla, avaliando criteriosamente a estrutura social oferecida para as pessoas que se deslocam para as regiões em que estão as riquezas do petróleo” . Ele apontou desafios como índices sociais insatisfatórios em municípios como Campos e Macaé, no Norte Fluminense.

Já Lucila Martinez, do Instituto de Lógica, Filosofia e Teoria da Ciência (ILTC), ressaltou experiências positivas no entorno da Refinaria de Paulínia, na Região Metropolitana de Campinas (SP) e a importância de transformar investimento em oportunidade de desenvolvimento social. “Em Campinas detectamos as principais fragilidades da população e desenvolvemos processos permanentes de capacitação, ações voltadas para o fortalecimento familiar e gestão sócio-ambiental. Temos alcançado soluções importantes, com metas de médio e longo prazo”, contou.

O engenheiro químico Alfredo Renault, da Onip, falou sobre o Impacto Social na Cadeia Produtiva do Petróleo. “É uma relação de amor e ódio da sociedade com o petróleo. Todos reconhecem os benefícios e as oportunidades de sua utilização como fonte de energia, mas todos lamentam os problemas”, disse.

Feira 2012

Soluções integradas em uma feira sem fronteiras

A descoberta do pré-sal alavancou ainda mais a indústria do petróleo e fez crescer, por consequência, a procura por serviços e novas tecnologias no país. Impulsionada pelo crescimento das demandas petrolíferas nasceu a Integral, cluster formado por cinco empresas especializadas em inspeção de dutos, robótica submarina, monitoramento de corrosão, desenvolvimento e operação de software e análise de integridade (PipeWay, Ativa, Provus, Minds e Prima7s). Lançada oficialmente na Rio Oil & Gas 2012, a Integral trabalha com foco na produção offshore e surgiu como uma forma de integrar serviços relevantes para o setor.

Guto Silva, sócio-fundador da PipeWay, empresa com mais experiência dentre as cinco do cluster (14 anos), aponta a capacidade de desenvolvimento tecnológico e o conhecimento do mercado como as principais características da Integral. “Juntos, conseguimos expandir o leque de atendimento e responder às demandas com mais agilidade e abrangência”, explicou ele, que espera que a Integral se torne prestadora de serviços em até três anos.

Nordeste e EUA lado a lado
Não é só o compositor Luiz Gonzaga superdesenvolvido (foto) que chama atenção nos estandes de Pernambuco. Presente no pavilhão 3, com o Lounge Pernambuco, e no pavilhão 1, com o Complexo Industrial Portuário de Suape, o estado busca parcerias e investimentos para os megaprojetos na região e conta números que fortalecem a aposta dos fornecedores.

Segundo projeção da Condepe/Fipem, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado deve chegar a R$ 120 bilhões nesse ano. Uma das 12 sedes da Copa 2014, Pernambuco passa por grandes transformações e, em parceria com a Petrobras e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), utiliza a feira para atrair investidores. Além do Complexo de Suape, destacam-se outras obras, como a construção da Refinaria Abreu e Lima pela Petrobras, da Ferrovia Transnordestina e da Arena Pernambuco. “Até 2014, serão investidos U$ 22 bilhões só no Porto de Suape. Hoje, o Nordeste representa 29% da população do país e Pernambuco é considerado o centro geográfico da região, estando a apenas 800 quilômetros de oito capitais nordestinas”, destacou Márcio Stefanni, presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper).

A poucos passos do Nordeste está o pavilhão internacional dos Estados Unidos. Mais de 40 empresas expõem no espaço destinado aos americanos, que aumentou mais de 40% desde 2010 e agora ocupa 750 metros quadrados. Thomas Shannon, embaixador dos EUA no Brasil, ressaltou que, com as recentes descobertas e a maior exploração de petróleo a médio prazo, o setor oferece “oportunidades excelentes”. Ainda segundo Shannon, "essas oportunidades, juntamente com as perspectivas econômicas  e relações amigáveis entre os países, fazem do Brasil um parceiro ideal para as empresas americanas que buscam parcerias a longo prazo”.

Painel: “Os desafios dos grandes empreendimentos e a importância da engenharia de projetos no Brasil”

Brasil tem potencial para exportar inteligência em engenharia

A inteligência da engenharia brasileira tem potencial para ser exportada, mas é preciso que governo e empresas abracem essa causa. A afirmação de Mauro Viegas filho, presidente da Concremat Engenharia e Tecnologia S.A., foi um dos destaques do painel “Os desafios dos grandes empreendimentos e a importância da engenharia de projetos no Brasil” realizado na tarde de quarta-feira (19), na Rio Oil & Gas.

Conduzido por Elói Fernandez y Fernández, diretor geral da Onip (Organização Nacional da Indústria do Petróleo), o encontro mostrou que o cenário é promissor para a engenharia especializada em óleo e gás, mas o sucesso dependerá de muito trabalho a ser realizado − principalmente em termos de eficiência, capacitação profissional e aplicação de metodologias de gestão de projetos, como Qualidade Total, EAP, ou Estrutura Analítica de Projeto e curva S.

De acordo com Francisco Itzaina, presidente da Rolls-Royce na América Latina, o Brasil é privilegiado nas questões geopolíticas, pois tem recursos abundantes e não sofre com catástrofes naturais, mas precisa avançar em temas como planejamento a longo prazo e criação de uma política industrial de Estado.

Já Fernando Barbosa, presidente do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP) destacou que a dificuldade de gerenciar grandes projetos de engenharia ligados aos setores de óleo e gás não é exclusividade brasileira, mas que o País tem condições de vencer essas dificuldades se apostar em inovação, novas tecnologias, formação e planejamento.“Entretanto, nós precisamos superar gargalos como inflação de custos, baixa produtividade e dificuldades logísticas, que geram atrasos e ineficiências”, ressaltou. 

José de Figueiredo, diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais da Petrobras, apontou simplicidade e uniformidade na concepção de projetos, planejamento e investimentos em conteúdo local como elementos essenciais para o sucesso da companhia antes e durante o pré-sal.

Petrobras

Petrobras, parceiras e fornecedores se unem para desenvolver produção no pré-sal

Os esforços da Petrobras, parceiras e fornecedores de bens e serviços para o desenvolvimento da produção no pré-sal brasileiro foram apresentados na Rio Oil & Gas. O Gerente Executivo da Petrobras para o Pré-Sal, Carlos Tadeu Fraga, e executivos de empresas como Baker Hughes-Brasil, Geomarket, Subsea 7 do Brasil, Technip e Repsol Sinopec contaram a participação neste empreendimento que tem investimentos de 70 bilhões de dólares assegurados no Plano de Negócios da Petrobras.

Carlos Tadeu Fraga considerou “fantásticos” os resultados da exploração do pré-sal: “São 32 poços perfurados somente em Santos, com 90% de sucesso, percentual muito superior aos da indústria do petróleo”. Para ele, essa conquista é fruto da experiência acumulada pela Petrobras ao longo dos anos em frentes como a Bacia de Campos.

As grandes profundidades, pressão e distância da costa inerentes às áreas do pré-sal mobilizam os técnicos Repsol no desenvolvimento do BM-C-33, onde estão localizados os prospectos de Seat, Gávea e Pão de Açúcar. A área apresenta características únicas, de acordo com o diretor da petroleira, Angel González, e necessita de instalações sem similar no mundo inteiro.

A Subsea 7 Brasil investiu mais de 40 mil horas de trabalho para adequar o projeto pioneiro Buoyancy Supported Risers para os campos de Lula Nordeste e Sapinhoá. O sistema funciona a uma profundidade de 250 metros, demandando 600 mil toneladas de aço, além do relacionamento com 92 fornecedores de diversos países.

Painel “Novas Fronteiras do Conhecimento na Prevenção, Intervenção e Respostas a Vazamento de Óleo”

Indústria une esforços para garantir segurança operacional

A reboque da expansão do setor petroleiro, cresce internacionalmente a preocupação com as questões de segurança no setor. No terceiro dia da Rio Oil & Gas, o painel “Novas Fronteiras do Conhecimento na Prevenção, Intervenção e Respostas a Vazamento de Óleo”, reuniu especialistas no assunto e contou com a moderação do Presidente do Ibama, Volnei Zannardi.

“É significativo o Ibama ser convidado para mediar esse painel - reflete uma situação única, que vem sendo construída há 12 anos, desde a abertura da exploração de petróleo e gás no país. O nosso ambiente regulatório é muito jovem e apresenta evolução incrivelmente rápida. Isso só foi possível graças aos diálogos e ao bom relacionamento entre governo e indústria”, comentou Zannardi.

Gerente-Geral de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da área de E&P da Petrobras, Humberto Spinola apresentou o Programa Somar (Offshore Safety Reinforcement Program), desenvolvido pela empresa em acordo com o Plano Nacional de Contingência, em fase de aprovação pelo governo federal.  “Antes mesmo de ser aprovado, o plano já é uma realidade, dada a articulação que se deu entre as empresas, a ANP e o governo”, disse.

Em nível mundial, a questão da segurança motivou a união das principais companhias exploradoras de petróleo. Depois do acidente de Macondo, a OGP (Oil and Gas Producers Association), associação internacional de produtores de petróleo, com 70 membros, criou um grupo para estudar ocorrências e formas de prevenção de acidentes. O trabalho desse grupo resultou na formulação de um acordo internacional de auxílio mútuo, “essencial para a prevenção e solução de grandes acidentes”, segundo Spinola.

Sobre intervenção e resposta em casos de acidentes falaram os especialistas Keith Lewis, do Subsea Well Response Project (SWRP), projeto que reúne nove grandes empresas, e George Franklin, representante do IPIECA, grupo de resposta a derramamento de petróleo da OGP. “Estamos trabalhando juntos, de ponta a ponta, nos processos de segurança”, declarou Franklin.

Painel “Proteção dos Oceanos”

Tecnologia é o que vai conciliar a preservação e o crescimento econômico
Destaque na Rio+20, a proteção dos oceanos foi debatida no terceiro dia da Rio Oil & Gas. Os compromissos assumidos pelo Brasil no documento final da Conferência foram considerados um tanto arrojados, sobretudo quando se considera que deverão ser compatíveis com o crescimento do país em atividades econômicas importantes como a exploração de petróleo e gás. “Preservar, simplesmente, já seria um desafio. Mas aliar a preservação ao desenvolvimento é o que requer nossa máxima atenção”, destacou André Loubet Guimarães, Diretor Executivo da ONG Conservação Internacional (CI) no Brasil.

André lembrou que, entre outras metas, os países se comprometeram com a proteção de 10% dos oceanos até 2020 e com a restauração de estoques pesqueiros até 2015. “São metas importantes, que devemos perseguir, mas que, por vezes, nos parecem inatingíveis. Atualmente, protegemos menos de 1% dos nossos oceanos”, afirmou, acrescentando que a pontuação do Brasil no Ocean Health Index (Índice de Saúde do Oceano), superior à média mundial, não deve trazer tranquilidade, porque o estágio de crescimento do país impõe ações imediatas e amplas para a preservação.

“O setor de óleo e gás deve liderar as discussões sobre esse tema, pois, no Brasil, sua atuação é majoritariamente marinha. Mais de 70% da população brasileira vive à beira mar. Não se pode explorar sob pena de degradar. É preciso conciliar as agendas dos diferentes setores”, defendeu.

Para o professor Segen Estefen, Diretor de Tecnologia e Inovação da COPPE/UFRJ, a conciliação virá com o desenvolvimento de tecnologias. “O que se propõe não é deixar o oceano intocado. Não há como se recusar uma riqueza como a do pré-sal. Mas é preciso desenvolver tecnologias para preservação. E, para isso, a comunidade científica deve andar mais próxima da indústria”, disse.

Painel “Contratos na Indústria do Petróleo: Os JOA´s e os Acordos de Unitização”

Pré-Sal e novas rodadas ampliam desafios da unitização no Brasil
Especialistas da Petrobras e da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) listaram,  na Rio Oil & Gas, os principais desafios para a regulamentação das áreas de exploração  compartilhadas. Com a ampliação dos blocos a serem explorados  e o maior número de operadores no País, devem aumentar as situações que configuram unitização, quando  dois blocos distintos, mas contíguos, com jazidas comuns, exigem acordo entre as empresas exploradoras.

O gerente geral da Universidade Petrobras, José Alberto Bucheb, alertou para o surgimento de possíveis questões que vão além do território nacional, envolvendo estados soberanos. Ele exemplificou que já começam a surgir possibilidades de unitização de áreas fronteiriças entre Brasil e Uruguai e Guiana Francesa.

Para Bucheb, as atenções  não se resumem ao pré-sal , mas também às regras relativas à 11ª Rodada, prevista para maio do ano que vem. Um dos pontos mais sensíveis diz respeito ao conteúdo local, que considera como “obrigação indivizível”. Ou seja, é preciso definir como as empresas devem fazer as contas e chegar a um denominador comum no caso de uma operadora ter em contrato obrigação de conteúdo local de 70% e a outra, um porcentual menor, como 30%.

Na avaliação de Bucheb, uma das principais questões a serem superadas no novo marco regulatório é a definição das regras especiais para jazidas que se estendem por diferentes sistemas, como concessão ou partilha de produção. Outra questão é a continuidade das operações nas jazidas que se estendem por áreas abertas (não partilhadas e não concedidas), pois poderá ser difícil definir quem vai se responsabilizar pelos estudos e investimentos pré-exploratórios nessas áreas.

Além disso, o papel a ser desempenhado pela PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A) na negociação e acordos de unitização e posterior gestão das operações das áreas unitizadas, segundo previsto no marco regulatório, é considerado sensível e polêmico por Bucheb e também pelo coordenador jurídico de Exploração e Produção da ANP, procurador Olavo Bentes David. Segundo ele, a atribuição de atuar em acordos de unitização iria, a princípio, além das atribuições da PPSA, voltada para a gestão dos contratos de partilha e a comercialização de hidrocarbonetos pela União.

Painel “Panorama do Mercado Mundial do Petróleo e Derivados – Uma Nova Ordem?”

AL e Oriente Médio definem panorama mundial de petróleo

A América Latina, com aumento de demanda, e o Oriente Médio, com expansão da oferta, deverão definir o panorama mundial de petróleo no mundo nos próximos anos. O shale oil (óleo de xisto) nos EUA também terá papel crucial no novo cenário, segundo projeções de especialistas em mercado global apresentadas ontem na Rio Oil & Gas.

“Está havendo uma mudança na ordem mundial”, avalia o vice-presidente executivo da KBC Advanced Technologies, Ed Kleingueti. “É um quadro bastante complexo”, completa o gerente de planejamento estratégico da Petrobras, Gilberto Ribeiro de Carvalho. Ambos ressaltam o momento de alta volatilidade no mercado atual de petróleo e derivados.

Segundo Carvalho, a atual dificuldade do setor para fazer as projeções nesse cenário de incertezas se reflete nos problemas para a definição de novos investimentos, não apenas no caso da Petrobras, mas também nas demais empresas de óleo e gás em todo o mundo.

De acordo com Kleingueti, paralelamente à atenção permanente ao mercado chinês, o mundo hoje se configura, nesse setor, com perspectiva de aumento de capacidade em refinarias na América Latina – inclusive no Brasil, com os quatro grandes projetos em andamento -, nos Estados Unidos e no Oriente Médio, onde as expansões estão voltadas para exportação.

No que diz respeito à América Latina, ele acredita que com o aumento do PIB na região e o atraso nos projetos de refinaria, as importações líquidas devem prosseguir, sobretudo vindas do Golfo dos EUA.

Um dos principais signos da nova ordem, segundo Kleingueti, é que os EUA são os principais fornecedores para o mercado latino-americano, diminuindo a participação europeia. Ele também destaca que “o fenômeno do óleo de xisto mudou de modo dramático a dinâmica da oferta de crus”.

Mattew Partridge, da Wood Mackenzie, sublinhou que o novo panorama mundial encontra os EUA produzindo mais Gás Natural Líquido (GNL) por causa do gás de xisto e, em longo prazo, ”também não se deve desprezar” o impacto do etanol que, segundo ele, deve limitar a necessidade de gasolina no mercado norte-americano no futuro.

Daniel Lopez, sócio e diretor-presidente do Boston Consulting Group (BG Madri), acredita que as margens da indústria de refino deverão se manter estreitas nos próximos cinco anos.  No entanto, garante que isso não deverá afetar investimentos já definidos, mas sim as decisões que serão tomadas a partir de 2017. “A boa notícia é que depois disso haverá alguma racionalidade no setor e os bons tempos virão para as refinarias.”

Painel “Avanços tecnológicos na caracterização e monitoramento de reservatórios”

Tecnologia a serviço do monitoramento de reservatórios

Os avanços tecnológicos na caracterização e monitoramento de reservatórios foram tema de sessão especial na Rio Oil & Gas. Especialistas em geofísica discutiram técnicas que viabilizam a coleta e a transmissão de informações precisas e sua utilização na maximização da produção e no mapeamento de riscos.

Paulo Johann, gerente geofísico de Reservatório da Petrobras, destacou os avanços ocorridos nos campos brasileiros nos últimos 30 anos, que permitiram diminuir as incertezas no processo, sobretudo no início do funcionamento dos poços, e a aplicação de  todo o conhecimento na gestão dos reservatórios.

Paul Murray, geofísico chefe da Divisão de Fibra Ótica da PGS, tratou das técnicas de detecção de georiscos em imagens 3D e 4D que, inclusive, começarão a ser utilizadas no campo de Jubarte.

Eivind Wilhelm Berg, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Fugro, apresentou a tecnologia de Nodes: “Com os Nodes temos melhoria no sinal, maior resolução das imagens em 4D e maior precisão, além de eficiência operacional. Com mais informações detalhadas, temos uma produção melhor monitorada”.

A leitura eletromagnética foi tema der Andrea Zerilli, pesquisador científico da Schlumberger, que ressaltou sua eficiência, sobretudo na definição dos limites dos reservatórios e no volume das reservas em águas profundas.

O uso do monitoramento para a gestão do reservatório foi abordado por Helene Hafslund Veire, geofísica chefe da Statoil.

Sessão Plenária: “Desafios para o suprimento energético no século XXI”

Indústria discute desafios para o suprimento energético

As projeções internacionais de demanda de energia indicam que, em 2030, serão necessários até 110 milhões de barris de petróleo por dia produzidos no mundo. Um dos principais desafios das petroleiras será atender essa demanda, considerando o crescimento da população global, principalmente dos países em desenvolvimento, Ásia e África.

Durante a plenária “Desafios para o suprimento energético no século XXI”, realizada ontem, na Rio Oil & Gas, o presidente do WPC  (World Petroleum Council, Conselho Mundial do Petróleo), Renato Bertani, destacou que Canadá, Arábia Saudita e Estados Unidos têm grande consumo per capita de barris de petróleo por pessoa, enquanto Brasil, Indonésia e Índia consomem quantidades muito inferiores. “Isso indica que o desenvolvimento econômico desses países ainda vai trazer novos consumidores para o mercado e crescimento continuado das demandas de energia”, explicou. Na média, espera-se crescimento de 2,3% ao ano da demanda de energia, mais acentuado nos países em desenvolvimento.

Segundo Bertani, os desafios são trazer à superfície esse petróleo de forma “amigável” ao meio ambiente. O executivo alertou, entretanto, que, no mundo, muitos países poderão contribuir para cobrir a demanda de energia e compensar o declínio da produção de petróleo e gás, mas nenhum conseguirá sozinho. Bertani citou, além dos países da Opep, como Arábia Saudita e Iraque, os Estados Unidos, Brasil, Rússia, Canadá e Venezuela como expoentes estratégicos nessa empreitada.

Jérôme Ferrier, presidente da IGU (International Gas Union), confirmou que o Brasil deve, sem dúvida, exercer papel significativo no desenvolvimento energético da América do Sul. Ele acredita que a exploração de gás natural e de shale gas (gás não convencional) no Cone Sul alavancarão e beneficiarão a região, mas disse que é preciso superar desafios institucionais, de regulação e de estabelecimentos de dutos nas regiões fronteiriças. Para discutir as principais questões do Cone Sul e de seu desenvolvimento energético, Ferrier disse que a IGU organizará um fórum regional, em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e a Arpel.

O diretor da EIA (Energy Information Administration) Adam Sieminski também reforçou que o sistema de estruturas legais e consistentes é fundamental para a indústria do petróleo, bem como a colaboração dos governos, fortes mercados de capitais, tecnologias inovadoras e educação e treinamento de qualidade.

Sieminski afirmou ainda que o papel dos avanços tecnológicos no setor de óleo e gás mudou o cenário de referência da indústria e que, portanto, não pode ser subestimado. “Gastos em pesquisa e desenvolvimento têm  um potencial de transformar as ofertas de energia no século XXI como não podemos imaginar. O futuro está aqui mesmo, na Rio Oil & Gas. E é excelente”, concluiu. A plenária foi mediada por João Carlos de Luca, presidente do IBP.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

EVENTO: releases com a cobertura da Rio Oil & Gás do dia 18




Caros colegas, disponibilizo aqui um release enviado pela Alessandra Yamada da FBS Comunicações, onde são apresentados os principais pontos discutidos no dia 18 de semtembro na RIO OIL & GAS.

 
Confiram as fotos no álbum do facebook: http://on.fb.me/UjDoF2
Créditos para SOMAFOTO.
 
Agradeço à:
FSB Comunicações
PR Digital + 55 (21) 3206 5050
Luciana Cruz (luciana.cruz@fsb.com.br)
Alessandra Yamada (alessandra.yamada@fsb.com.br)
Fernanda Venâncio (fernanda.venancio@fsb.com.br)


Saudações Geólogicas!
 Prof. Elias Santos Junior
Manaus, Amazônia, Brasil

_______________________________________________________ 
Coletiva sobre o Novo Marco Regulatório para Pequenos Produtores de Petróleo e Gás

Pequenos produtores podem parar de operar em 5 anos
ABPIP e IBP apontam falta de rodadas e de política específica
                                              para pequenos como entraves          

A indefinição sobre novas rodadas de licitação e de uma política específica para pequenos e médios produtores independentes de petróleo podem causar a extinção de vários operadores desse porte em cinco anos, segundo projeção da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP). De acordo com o presidente da ABPIP, Alessandro Rodrigues Novaes, a demora da adoção dessas medidas pela presidente Dilma Roussef já está refletindo no desempenho das empresas.

“Até 2011, a produção média anual dos pequenos e médios produtores era de 3.500 mil barris/dia e a previsão para este ano é de apenas 3 mil”, afirmou Alessandro Novaes, no segundo dia da Rio Oil & Gas, que acontece até quinta-feira no Riocentro, Rio de Janeiro. Segundo dados da ABPIP, as empresas de pequeno porte atuam em 39 campos onshore. Em termos de royalties, essas companhias repassam aos municípios cerca de R$ 16 milhões por ano. “Se não houver produção dessas empresas, não há royalties. O governo está pensando da forma inversa”, declarou Alessandro.

Na opinião do presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos de Luca, os produtores independentes têm um grande potencial para crescer e contribuir com o setor brasileiro de E&P. “O que está faltando é oportunidade para essas empresas. Apenas 6% das bacias terrestres brasileiras estão sendo aproveitadas”, disse De Luca.

Dentre outros pontos propostos na nova política, encaminhada ao governo há 18 meses, prevê-se a criação de leilões semestrais específicos de áreas marginais, destinado aos produtores independentes. Além disso, a ideia é que haja a publicação prévia dos blocos no site da (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) e a manifestação das empresas em operá-los, antes mesmo de o leilão ser realizado. “Com a possibilidade de haver atividade antes das rodadas, tornaríamos este processo mais dinâmico”, explicou o presidente da Associação das Empresas de Petróleo e Gás Natural Extraídos de Campos Marginais do Brasil (APPOM), Normando Paes.

Inspiração da Colômbia
A não realização da 11ª rodada, assim como a suspensão da 8ª rodada, foram outros fatores citados pelo presidente do IBP: “A ANP está fazendo o seu papel, mas está de mãos amarradas. Os pequenos e médios produtores não são os únicos que estão sendo prejudicados com essa demora”.

De Luca destacou ainda as atividades de exploração e produção que acontecem na Colômbia. Segundo o presidente do IBP, o modelo adotado por nossos vizinhos é mais integrado do que o adotado por aqui e “tem de servir de inspiração para o Brasil”.


Anúncio das Rodadas de Licitação é recebido
com entusiasmo pela indústria
O anúncio de novas Rodadas de Licitação de áreas de petróleo e gás, feito ontem pelo governo, foi recebido com entusiasmo na Rio Oil & Gas. O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos de Luca, considerou a definição dos meses de maio e novembro de 2013 para os novos leilões como “excelente notícia”.

De Luca havia ressaltado em seu discurso de abertura do evento, anteontem, a urgência de novas licitações no País, sob o risco de levar a indústria petrolífera ao “limite do limite” em médio prazo. Ontem, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, respondeu às reivindicações com o anúncio mais esperado pelo setor nos últimos anos. Não há novas rodadas no Brasil desde 2008.

A 11ª Rodada, aguardada há cinco anos, foi marcada para maio do ano que vem. A grande primeira Rodada do Pré-Sal deverá ocorrer em novembro do mesmo ano. A expectativa do IBP, segundo De Luca, é que o leilão de maio gere US$ 1 bilhão em bônus de assinatura.

O executivo lembrou que serão ofertados 174 blocos, divididos meio a meio entre onshore e offshore, na chamada Margem Equatorial. O interesse nessas áreas aumentou bastante nos últimos anos, especialmente com as recentes descobertas anunciadas por países africanos como Gana e Costa do Marfim.

O presidente do IBP admitiu que ainda não foi equacionada a principal restrição à realização das novas rodadas, que é a aprovação de projeto de lei que define as regras relativas aos royalties do petróleo, em tramitação no Congresso Nacional. 

Porém, acredita que haverá uma forte mobilização para garantir que o calendário definido para 2013 seja confirmado.

“Nós da indústria estamos tremendamente contentes, porque esse é um sinal positivo, de previsibilidade, em um ambiente de concessões”, ressaltou De Luca.

Ele acredita que a 11ª Rodada “será um sucesso, bastante competitiva e com a participação de muitas empresas com interesse em áreas que não tem recebido investimento em petróleo”.

O presidente do IBP espera, para hoje (quarta) a publicação das novas medidas governamentais no Diário Oficial, para conhecer os detalhes. No entanto, adianta que a simples definição de datas já traz indícios muito favoráveis. “São possibilidades que se abrem, investimentos para novas áreas, impostos e royalties para novos Estados, desconcentração das atividades nas Bacias de Campos e Santos”.

Da parte dos fornecedores de equipamentos e serviços para o setor de petróleo, o presidente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Eloi Fernández y Fernández, avalia que a realização de novas rodadas significa, para os fornecedores de bens e serviços, “garantia de continuidade dos investimentos, com conteúdo local”.  Segundo ele, “a atividade exploratória depende dos leilões e isso é crucial para os fornecedores”.

Feira 2012

Holografias e simuladores encantam visitantes da Feira

Um cinema na Rio Oil & Gas. A OGX, braço petrolífero do Grupo EBX, chama atenção de quem passa pelo pavilhão 3 da Rio Oil & Gas 2012. Quem for ao estande da empresa poderá acompanhar um vídeo inédito em computação gráfica sobre a origem do petróleo em uma tela led de 80 polegadas. O filme apresenta as principais etapas da geração do petróleo, desde a separação dos continentes, passando pela extinção dos dinossauros, até chegar aos dias atuais.


Outra inovação tecnológica apresentada pela empresa é uma holografia dos principais equipamentos de produção fornecidos à OGX pela OSX, entre os quais se destacam plataformas fixas e navios do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading).

A companhia também exibe atrações audiovisuais que mostram detalhes técnicos do modelo de produção dos campos de Tubarão Azul e Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, e dos campos de Gavião Real e Gavião Azul, na Bacia do Parnaíba, onde a produção de gás será iniciada até o final do ano. O estande conta ainda com uma oleoteca, onde estão expostas amostras de rochas contendo petróleo em seus poros obtidas pela OGX.

Realidade aumentada
Os atrativos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) vão além do visual. A Maquete Holográfica 3D e a Planta de Processo de Realidade Aumentada também saltam aos olhos dos visitantes da feira e estão entre as principais novidades apresentadas pelo órgão no evento. Desenvolvida pelo Centro de Tecnologia SENAI-RJ Automação e Simulação (CTS), a maquete holográfica reproduz o funcionamento de uma plataforma, em formato miniatura. Através da realidade virtual aumentada, é possível ver as soluções desenvolvidas pela FIRJAN para procedimentos nas plataformas.

Outro destaque do estande da FIRJAN é a Planta de Processos de Realidade Aumentada, que simula procedimentos de inspeção de equipamentos e manutenção industrial em escala reduzida e já é utilizada em alguns cursos do SENAI, como, por exemplo, o de riscos elétricos. A visualização de simulação é vista por um tablet, que, ao ser apontado para o equipamento, reconhece sua atividade. 

O tablet pode interpretar, por exemplo, informações de banco de dados do equipamento, última manutenção efetuada, manual de alguma peça, além de permitir infinitas interações, como dar baixa em estoque.

No quesito inovação, a Oceaneering, fornecedora global de produtos e serviços de engenharia para o setor offshore em águas profundas, trouxe para o evento um simulador ROV (Remoted Operated Vehicle). Quem visitar o estande da empresa, também no pavilhão 3, terá a experiência de realizar procedimentos operacionais em águas profundas com o aparelho.

A Oceaneering Brasil fornece serviços de intervenção submarina para a Petrobras desde 1979 e é líder no fornecimento de ROVs para a indústria de óleo e gás no Brasil. Na sede da empresa no país, em Macaé, desenvolve sua própria mão de obra local por meio de treinamento em ROV.

 
Painel: Desafios para a Implantação de Novos Projetos em Refino

Demanda por refino cresce em escala global e desafia o setor
Tido como a mola propulsora de crescimento de qualquer país, os desafios dos projetos voltados à refinação, ou o conjunto de processos destinados a transformar petróleo bruto em produtos adaptados às necessidades dos consumidores, foram tema de um dos painéis do segundo dia da Rio Oil&Gas.

Mediado pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, José Cosenza, o encontro reuniu o diretor de Planejamento e Desenvolvimento da Reliance, empresa indiana que administra a maior refinaria do mundo -- a Jamnagar --, Partha Maitra; o vice-presidente para Oriente Médio e Norte da África da Total, Olivier Alexandre; e Gil Nebeker, vice-presidente da IHS Consulting.

Aberto por Cosenza, o painel apresentou um cenário atual do setor de refinação de derivados no Brasil, que cresceu 35% no último ano, e revelou que o parque brasileiro de refino já é insuficiente para dar conta da demanda crescente.

De acordo com o executivo, a Petrobras aposta em quatro empreendimentos para suprir a exigência local: a Rnest (Refinaria do Nordeste), que já está 60% concluída; o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), cujas obras estão em andamento; e as refinarias Premium I, no Maranhão, e Premium II, no Ceará, que estão em análise e devem ser viabilizadas em breve.

Em seguida, Partha Maitra falou sobre o projeto da Jamnagar, que tem capacidade para produzir 1,5 milhão de barris por dia. Segundo ele, os novos empreendimentos de refino precisam ser grandes, para dar conta da demanda local e internacional, e bem planejados desde o início, para evitar custos com retrabalho ou redesenho.

Maitra entende que a globalização e a abertura dos mercados são  elementos importantes para o sucesso desses megaprojetos. “Uma planta de refino é concebida para operar por 50 anos, por isso é importante buscar os insumos junto aos players líderes e consolidados de mercado, fator  que garantirá menos manutenção durante a vida útil do empreendimento”, afirmou.

Olivier, da Total, detalhou a parceria firmada entre a empresa e a Saudi Aramco na construção de Jubail, um complexo químico na Cidade Industrial de Jubail, na Arábia Saudita, cujo investimento total no empreendimento é calculado em US$ 20 bilhões.

Para ele, os estudos de viabilidade econômica, a divisão clara das etapas do projeto, a projeção de cenários futuros e a integração entre todos os profissionais envolvidos na construção são alguns dos fatores que garantem o sucesso da refinaria.

Gil Nebeker encerrou o painel destacando que a demanda mundial de refino deve chegar a 1,7 milhão de barris por dia até 2015. "Serão necessários investimentos de US$ 300 bilhões até 2020 e mais US$ 195 bilhões até 2030 para atender a essa demanda", projetou.


Painel: “Fronteiras Exploratórias Terrestres no Brasil”

ANP investe R$ 1,8 bilhão em bacias de novas fronteiras
Plano Plurianual de Estudos Geológicos e Geofísicos terá primeiro poço estratigráfico em 2013

O Plano Plurianual de Estudos Geológicos e Geofísicos (PPA) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já aplicou R$ 500 milhões em levantamentos em 22 bacias sedimentares, de um total de R$ 1,8 bilhão aprovados para o período de 2007 a 2014. O objetivo do PPA, que recebe recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), é ampliar a área exploratória brasileira, atualmente concentrada no sul e no sudeste, a partir do aumento do conhecimento sobre as bacias de novas fronteiras, sobretudo as terrestres. As informações foram divulgadas pela superintendente de Definição de Blocos da ANP, Eliane Petersohn, durante painel na Rio Oil & Gas.


Eliane aposta no aumento do conhecimento do potencial destas áreas, sobre as quais há muito pouco conhecimento disponível, como forma de atrair investimentos de empresas privadas. “Estamos mudando a cara de bacias que eram estigmatizadas. 


Sempre que a ANP faz levantamentos em uma área as empresas de aquisição de dados (EADs) seguem o mesmo caminho”, observou.

Estas bacias apresentam características que justificam o investimento. Muitas são similares a de outros países que apresentam ótimos resultados. “Na Bacia do Acre, temos do outro lado, no Peru, uma área que está totalmente concedida para exploração e produção. É provável que haja alguma coisa do nosso lado também”, afirmou. Por isso, a bacia está recebendo R$ 81 milhões em investimentos.

Os resultados positivos do Plano Plurianual são visíveis. Graças aos dados adquiridos, bacias como as de São Francisco, Paraná e Parnaíba foram incluídas, com sucesso, na Décima Rodada de Licitações da ANP em 2008. “A Bacia de São Francisco, onde atuam operadoras como Shell, Petra, Orteng, Cisco e Imetame, já tem doze notificaçoes de descobertas de hidrocarbonetos”, informou.

Além da aquisição de dados por meio de aerolevantamentos, magnetometria, gravimetria e sísmica 2D e 3D, também está prevista a perfuração de um poço estratigráfico em 2013, na Bacia de São Francisco, que receberá recursos da ordem de R$ 140 milhões em estudos. Como parte do PPA, foi realizada a maior campanha de aerolevantamento já executada no país, com a aquisição de 650 mil quilômetros lineares e de dados gravimétricos e magnetométricos, em nove bacias sedimentares.

“Os blocos da Bacia do Parnaíba oferecidos na Décima Rodada despertaram o interesse das empresas. E elas estão dando continuidade aos nossos estudos. A previsão é que os campos de Gavião Azul e Gavião Real, da OGX, comecem a produção de gás ainda este ano”, explicou Eliane, acrescentando que Parnaíba receberá investimentos totais de R$ 160 milhões no PPA.

Painel: “Revitalização de Campos Maduros Onshore”

Revitalização de campos maduros pode se igualar a novas decobertas
A revitalização de campos maduros em todo o mundo pode resultar em um acréscimo de 25 milhões de barris de petróleo por dia em até 30 anos, quantidade equivalente ao volume estimado gerado por novas descobertas. Foi essa a conclusão do Superintendente de Jazidas da colombiana Ecopetrol, Jaime Orlando Castañeda, que falou sobre os projetos da petroleira para recuperação da extração de óleo em campos que já ultrapassaram o pico de produção no painel “Revitalização de Campos Maduros Onshore”, na Rio Oil & Gas nesta terça-feira.

A empresa conseguiu alcançar um fator de recuperação de 18% nos últimos seis anos e uma produção diária de quase 800 mil barris.

Já a estatal brasileira Petrobras tem um fator de recuperação médio de seus campos de 30%. A empresa implementa, desde 2003, uma estratégia para revitalização de campos maduros e utiliza técnicas como o aumento do nível de injeção de água, vapor e polímeros para recuperação dos campos, mas testa também a injeção de glicerina.

 “As concessões onshore são muito importantes para a Petrobras e trazem resultados muito satisfatórios”, diz o Gerente Geral de Reservas e Reservatórios do E&P da Petrobras, Carlos Eugênio da Ressureição, que também participou do painel.


Painel: “Futuro do Mercado de Gás Natural no Brasil”

Investimentos em larga escala são esperados para setor de gás brasileiro
 “Muitos desafios pela frente”. A frase foi consenso entre os participantes do Painel “Futuro do Mercado de Gás Natural no Brasil”, que aconteceu no segundo dia da Rio Oil & Gas. De acordo com o presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Indústria Química (ABIQUIM), Henri Armand Slezynger, o setor industrial brasileiro movimentou cerca de US$ 168 bilhões no ano passado, mas poderia ter superado esse valor. “O consumo do país está sendo suprido por importações. O que é uma pena”, alertou.

Na opinião de Slezynger, para eliminar o número elevado de importações, seriam necessários investimentos na faixa de U$ 10,2 bilhões, até 2020. Segundo ele, o Brasil tem as ferramentas necessárias para mudar o jogo. “Temos um mercado doméstico em constante crescimento, um parque químico de altíssima qualidade técnica e agricultura forte”, disse.

O executivo também chamou atenção para a necessidade de investimento na produção do gás não convencional. De acordo com ele, Estados Unidos, China e Argentina já são grandes produtores, o que significa que é urgente que o Brasil se adeque. “Nosso pioneirismo na América Latina corre riscos com o crescimento desses países, em especial da Argentina. Não há país economicamente forte sem indústria química forte”, completou.

Slezynger defende que o gás não convencional fosse explorado em sua totalidade, sanaria as necessidades energéticas do mundo por 250 anos. Mesmo que no Brasil, o gás fosse explorado, existiria o obstáculo da falta de dutos. De acordo com o gerente executivo corporativo da área de Gás e Energia da Petrobras, Hugo Repsol, a situação do país está evoluindo. “De 2005 a 2012, foram investidos U$ 15 bilhões na construção de 4 mil quilômetros de gasodutos no país. Um aumento de 82% na produção”, afirmou.