segunda-feira, 10 de outubro de 2011

NOTICIA AMBIENTE: Sombras que fazem a diferença

Motoristas e pedestres agradecem a manutenção de espécies centenárias em área central. Elas, além de enfeitar, amenizam o calor de Manaus

Na rua Ramos Ferreira, os pés de Benjamin são um alívio para quem trafega pela área e também para aqueles que estudam nas imediações, deixando o clima mais ameno (Bruno Kelly)

Os galhos esticados dos benjaminzeiros (fícus Benjamin) fincados há décadas, de um lado e de outro nas calçadas da rua Ramos Ferreira, no Centro, Zona Centro-Sul, formam uma cobertura vegetal capaz de proporcionar uma sombra refrescante, nas proximidades da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Benjamin Constant, no Centro, Zona Centro-Sul. Esse cenário bucólico faz diferença nos horários de sol a pino, quando o astro atinge sua maior potência, principalmente na hora dos engarrafamentos, comuns em Manaus.

Nos meses em que as temperaturas teimam em responder com aquecimento às ações humanas de depredação à natureza, algumas ruas da capital parecem paisagens de revistas, dada a quantidade de árvores preservadas. Na esquina das ruas Ferreira Pena com Ramos Ferreira, moradores como a comerciante Elisabete da Costa Oliveira, cuja loja, Sagaz Skate Shop, é protegida dos raios solares, delicia-se com o ar bucólico da área, que deve continuar com policiamento mais efetivo.

Além dessas, trechos da Monsenhor Coutinho, Getúlio Vargas, 10 de Julho e Epaminondas, ruas também do Centro, permitem desfrutar da proteção, ainda que rápida, contra o “calor infernal” que anda fazendo na cidade, como aponta o taxista Omar Nascimento, 49. No bairro de Adrianópolis, a rua Teresina, entre as avenidas Umberto Calderaro e Mário Ypiranga, têm acácias e nas avenidas Carvalho Leal e Castelo Branco, na Cachoeirinha, Zona Centro-Sul, também preservam exemplares de espécies como mangueiras.

MAIS VERDE
A mudança no tipo de poda, que não decepa mais todos os galhos da planta, comum há alguns anos, é uma das causas desse novo visual das árvores, explica o diretor de arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Nildo Menezes. O órgão acompanha, inclusive, o trabalho feito pelos servidores da empresa Manaus Energia na proteção à fiação elétrica e é cauteloso nas podas de segurança, quando a árvore representa risco para as pessoas ou veículos. A limpeza das ervas de passarinho é outro trabalho  feito diariamente.

Embora haja predominância de oitis e mangueiras, a prefeitura não tem um levantamento de quantas árvores estão plantadas no Centro. 

A Semmas está fazendo um diagnóstico da quantidade de árvores e verificando o estado sanitário delas. Outras espécies estão sendo inseridas nessa área, como o pau-pretinho, por não agredir o calçamento e nem ter copa grande. O importante, finaliza ele,  não é plantar em quantidade, mas em qualidade, para proporcionar, além de beleza, conforto térmico.

Condutores buscam as árvores
A presença das árvores nas vias que têm tráfego pesado faz com que muitos condutoress prefiram seguir do lado da sombra enquanto são obrigados a pisar mais no freio do que no acelerador, seguindo o lento trânsito de Manaus. Elisabete, que mora na Ferreira Pena, teme pela retirada do policiamento da praça da Saudade, felizmente, segundo ela, livre dos bandidos disfarçados. “Aqui é um lugar maravilhoso agora, depois que a praça voltou a ser do povo”, comemora ela, que pede ainda mais iluminação ao local.

Sob as copas protetoras dos benjamins, os clientes de uma banca de tacacá consumem os quitutes ao som dos passarinhos, na rua Ramos Ferreira. Na mesma situação, aproveitando o refúgio proporcionado pelas árvores, um privilégio na cidade que dá, cada vez mais, lugar às edificações, os estudantes aproveitam as sombras para conversar e até estudar na rua Monsenhor Coutinho. O conforto térmico proporcionado pelas árvores é apontado pelos estudantes como algo bom. Mas eles reconhecem que nem sempre as pessoas cuidam das árvores. “Nós aprendemos a importância das árvores, mas precisamos colocar isso em prática”, revelou o estudante do ensino médio Carlos Fábio Soares, 16, para quem o que falta é sair do discurso para a prática da proteção.

Fonte: http://acritica.uol.com.br/manaus/Manaus-Amazonas-Amazonia-Sombras-diferenca_0_568743239.html
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Olá companheiros, eu gostaria de dizer que a cidade em que moro (Manaus) é a metropole verde no meio da Amazônia, porem infelizmente isso não condiz com a realidade.


É justamente o contrário, nossa cidade carece muito de um programa de arborização das vias, o calor intenso que assola a população poderia ser amenizado se tivessemos arvores ao longo das vias publicas, mas como exigir isso de um Governo que não se preocupa muito com essas questões? ou pior, de uma sucessão de governos que preferiram muitas vezes retirar árvores centenarias como por exemplo as mangueiras da Constantino Nery...


No mandato do Prefeito Serafim Corrêa o conselho municipal de meio ambiente estabeleceu uma norma de compensação ambiental, onde para cada árvore retirada na cidade, deveriam compensar com a doação de 5 mudas, pergunto: E o que foi feito com essas mudas? serviram de campanha para doação, no meu entendimento elas deveriam ser plantadas nas areas degradadas do municipio, porem isso não gera votos.


Senhores, façamos a nossa parte, plantemos nossas árvores!


Saudações Geológicas

Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

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