Seja bem vindo

Ola, esse blog reune algumas de minhas ideias, pensamentos e devaneios, porem apresenta tambem um resumo daquilo que leio e acho interessante na área do Coaching, Motivação e estilo de vida, da Geologia, Geografia, Biologia, Petróleo & Gás e Meio Ambiente.

Gostaria de saber sua opinião sobre as postagens, portanto ficaria feliz em receber seus comentarios.
Entre e fique a vontade!!


sábado, 29 de outubro de 2011

Prof. Mauro Bechman: HALLOWEEN E A NOITE DAS VISAGENS

Publico aqui o texto do Professor Mauro Bechman sobre o Halloween e os mitos amazônicos.

HALLOWEEN E A NOITE DAS VISAGENS

Foto: O Gato Preto. Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.

Dia 31 de outubro existe uma tradição celta de que todos os mortos ressurgem e passam a fazer uma grande festa no mundo dos vivos. Não fosse apenas uma tradição galesa que passou a fazer parte da cultura anglo-saxônica, tornou-se em dias atuais um ícone a mais na indústria da cultura e que vem chegando ao Brasil lentamente como manifestação de uma aculturação global. Também não fosse, estarmos assentados num país exatamente geográfico, onde as tradições emanam da sociabilidade das pessoas com suas crenças, religiosidadade e imaginação e das suas raízes culturais ficandas nas lendas ocidentais e nos mitos presentes no imaginário popular tão ricamente construídos pelos antepassados e tão ferozmente combatido e repelido como formas atrasadas de "tempos pretéritos" ou tido como coisa do passado e de um país ainda não urbano, ainda atrelado ás crendices populares.


Foto: O Gato Preto da Vila Dona Marciana. Autor: Geóg. M. Bechman, 2011

Em verdade, fico efetivamente preocupado com esta "importação de mitos e eventos" e, ainda mais, pelo estímulo dado em escolas píublicas e privadas - uma vez que o Brasil em sua extensão geográfica magnífica abriga culturas que efetivamente vão sendo legadas a segundo plano na agenda cultural da sociedade brasileira. É de fato, admirável que a Amazônia com seu rico acervo de lendas, mitos, estórias e enredos possa sucumbir a uma ação promovida pela expansão de uma "cultura global" e, consequente descaracterização cultural do país.

É muito dificil encontrar um manauara que não tenha um estória para contar sobre visagens, pois em outros momentos, em que ainda os "antigos" podiam colocar suas cadeiras de embalo nas calçadas das ruas em Manaus e nas suas varandas, esta rica cultura oral assumia o papel pedagógico de educar as futuras gerações para os "medos" e o "inexplicável" presentes na vida humana. Da disciplina para se recolher ou dormir ao gerar uma crença de que haveria um "caminho de comunicação entre os mundos dos mortos e dos vivos", as estórias de visagens e os mitos foram contribuindo para a formação da cultura e da memória popular.  

Foto: Noite na estrada do Novo Aleixo. Autor: Geóg. M. Bechman, 2011.

Objetivamente, nossas elites econômicas e intelectuais, esqueceram-se do Saci, da Iara, da Mula-sem-cabeça, do Negrinho do pastoreio, da Cobra-grande, do Curupira, do Matinta-perera e das Visagens tão populares entre os amazonenses e amazônicos. Neste dia, parece que o Halloween industrializado, abriu as portas do salão de festas e deixou de fora os fantásticos produtos da cultura brasileira, os seus mitos e suas visagens, mas que estarão sempre presentes na memória e na oralidade da cultura popular, celebrando na "Noite Escura, num grande Dabacuri, a Noite das Visagens".

Longa vida aos Mitos e á Cultura Popular Brasileira e Amazônica!!!!
 
Conheça o blog do Professor Mauro Bechman
 
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Comentario:
 
Infelizmente a tradicional cultura amazônica está sendo substituída por culturas globalizadas, hoje festejamos o "réloin" sem saber do que se trata...

Enquanto isso o curupira assiste a tudo boquiaberto, o boitatá está apagado, e o boto vermelho que tantas encantou no passado depois de conhecer o Jacques Custeau virou "rosa"....

3 vivas para o Curupira, 3 vivas para o Caipora e lutemos pelo renascimento do Boto Vermelho o encantador de donzelas ribeirinhas!

Prof. Elias Santos Junior que quando criança dormia cedo com medo da curviana
Manaus - Amazônia - Brasil

terça-feira, 25 de outubro de 2011

REFLEXÃO: ANIVERSARIO DA CIDADE DE MANAUS

Apanhado de postagens no twitter na madrugada de domingo para segunda....após ouvir o grande Davi Assayag cantar a toada Amazonas (de autoria de Chico da Silva e Amazonino Mendes [?]), aqui apresentada na voz de Lucilene Castro



Assistindo as comemorações pelo aniversario da cidade e lendo as noticias e posts lançados nas midias sociais comecei a me deparar com um cenario estranho, lembrei da minha infancia quando assistiamos a Liga da Justiça, o Bizarro era o inverso do Super-homem...me senti no mundo bizarro, morando em uma Manaus um tanto diferente da que sai nas propagandas eleitorais e vinculadas ao poder publico do nosso Estado do Amazonas.

Twett 1 -Eu gostaria de estar aqui dizendo que tenho orgulho da cidade onde moro, mas aqui tem qual estrutura mesmo? ahh agora tem uma ponte....

Twett 2 -To começando achar que moro em uma Manaus de um Universo paralelo.... #manaus342anos

Tweet 3 -Na Manaus Paralela pessoas de bem são perseguidas por radialistas, onibus sao mostrados como novos apesar de velhos...

Tweet 4 -Na Manaus paralela se constroi uma ponte que liga nada a coisa nenhuma, um estadio onde nao tem futebol...

Tweet 5 -Na Manaus paralela pra ser atendindo em um hospital vc tem que sair da cidade, falta agua estando na maior bacia hidrografica do mundo...

Tweet 6 -Na Manaus paralela o povo que parabeniza a cidade nao sabe a idade dela, não gosta de ser chamado de caboclo e indio, se veste igual norteamericano

Tweet 7 -Na Manaus paralela aterram os igarapes e constroem casas no lugar, depois reclamam que a cidade é quente...(complementando: Constroem casas num padrão europeu e depois descobrem que o calor é insuportavel, que tal copiar o designe dos indios)

Tweet 8 -Na Manaus paralela o povo que ama a cidade nao conhece o seu teatro, e nem o encontro das aguas, nao conhece sua historia...

Tweet 9 -Na Manaus paralela quem nao gosta de ouvir criticas continua seguindo os outros que criticam, estranho né!
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Comentario:

Primeiramente gostaria de deixar claro que sou apaixonado pela minha Cidade, pelo meu Estado e pelo meu País, e como todo homem verdadeiramente apaixonado nao posso aceitar que o objeto de minhas paixões seja tão mal tratado, tão vilipendiado, tão usurpado....reservo-me o direito de criticar o que não gosto, afinal esse espaço é fruto dos meu devaneios....

Um dos comentarios que me chamou bastante atenção enquanto escrevia foi esse enviado por uma moça que me seguia: 
"ta insatisfeito? e so pegar uma avião e vai pra outra cidade.. simples..! e futebol tem sim, mas o povo amazonense preferi assistir o futebol carioca, o paulista.. ..."

Em Manaus acontece muito isso, as pessoas sofrem com a falta de água, falta saneamento basico, saúde é coisa de rico, asfalto é algo raro, a passagem de onibus é uma das mais caras do Brasil, porem quando alguem fala mal da cidade as vozes se levantam e mandam-nos pegar um avião, agora com a ponte vai ficar mais facil fugir desse caos (Leia Cronica Bipolar).

 
Apos o aniversario da cidade fomos abrir os presentes ganhos na festa:

Presente da Prefeitura - Aumento da passagem de onibus (obrigado prefeito! diriam muitos) porem eu pergunto pelos onibus novos prometidos, pelas mil creches e pelas carretas com interner wi-fi, afinal perguntar não ofende, a não ser que seja em Manaus...

Presente do Governo do Estado - A ponte Rio Negro, que pretende integrar a região metropolitana que só existe na cabeça dos governantes atuais, custou apenas 1 bilhão de reais....(Obrigado Senador, Governador e Primeira Dama, diriam outros tantos comissionados, apadrinhados e empresarios)...eu pergunto: Manacapuru e Iranduba já estão preparadas para enfrentar o problema apos a construção da ponte? cuidado, talvez o menor dos problemas fosse ficar na fila das balsas, e afinal quem vai pagar o custo da obra? não me respondam!

Presente da Presidente do Brasil - Prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos - (Obrigado Presidente!) - de que vale essa prorrogação se a presidente vive editando medidas provisórias que diminuem a competitividade do modelo ZFM eu insisto em perguntar!

É, após a festa virá a ressaca...
Não fujo dos problemas, eu os enfrento, um dia teremos uma cidade de verdade, acredito nisso, pode demorar, em minhas aulas sempre falo de cidadania, de cotidiano, mesmo que o foco seja Geologia, porem o povo alienado geralmente nao consegue entender que tem direitos.


Parabens Manaus, nosso porto de lenhas pelos seus 342 anos...e que o espirito do Guerreiro Ajuricaba inflame teu povo contra os que apenas querem te dilapidar



Saudações Geológicas
Professor Elias Santos Junior
Manaus - Amazonia - Brasil






domingo, 23 de outubro de 2011

PETROLEO AMAZONIA: Produção de gás e petróleo abre fronteira de riquezas no AM

Os investimentos bilionários não foram traduzidos na redução direta do preço para o consumidor na tarifa de energia e nas bombas dos postos de gasolina.
[ i ] Produção de óleo e gás na região vira exemplo de sustentabilidade

Manaus - Produzir petróleo e gás na Amazônia sem causar danos ambientais foi o desafio da Petrobras colocado em prática há 25 anos, com a descoberta da Província de Urucu, em Coari, na Bacia do Solimões. 

Ao longo desse período, a estatal investiu US$ 8,7 bilhões e estimulou a criação de uma nova matriz energética limpa e segura para Manaus e seis municípios, em fase de implantação.

Os investimentos bilionários não foram traduzidos na redução direta do preço para o consumidor na tarifa de energia e nas bombas dos postos de gasolina, com a alta carga tributária sobre os derivados. Serviram para criar milhares de empregos, abastecer os cofres públicos com R$ 1,2 bilhão em tributos pagos somente em 2010 e desenvolver soluções para implantar uma indústria no meio da selva com todos os riscos inerentes à atividade exploratória.

“Se decidir interromper a produção de um poço, eu tenho como explicar para a Petrobras, mas em caso de um acidente com danos ao meio ambiente, seria difícil justificar”, explica o gerente João Roberto Rodrigues, que comanda a Base de Operações Geólogo Pedro de Moura, o nome oficial do complexo do Polo Arara, em Urucu.

A saga da estatal na busca de petróleo e gás e escala comercial na Amazônia foi concretizada em outubro de 1986, no poço RUC-1, a cerca de 15 quilômetros do Rio Urucu. Pela primeira vez na Amazônia uma acumulação de óleo e gás em escala comercial foi explorada, deixando para o passado a frustração de Nova Olinda, quando, em 1955, um poço na margem do Rio Madeira jorrou óleo. Naquela ocasião, o então presidente Juscelino Kubitschek foi ao município e até o jornal ‘The New York Times’ noticiou o fato.

Dois anos após comprovada a viabilidade comercial, a Petrobras  montou uma estrutura para escoar o óleo, enquanto reinjetava o gás, sem ter como escoá-lo. Construiu o gasoduto Coari-Manaus orçado inicialmente em R$ 1,2 bilhão, que foi concluído por R$ 4,5 bilhões.

Atualmente, a companhia possui uma estrutura com capacidade de produzir, em média, 52,9 mil barris de óleo por dia. São produzidos outros  11,7 milhões de metros cúbicos (m³) por dia de gás natural, dos quais apenas 3 milhões de m³ são escoados para abastecer as usinas de Manaus, por falta de demanda e não de capacidade, informa o gerente-geral da Unidade de Negócios da Petrobras no Amazonas, Luiz Ferradans. O contrato de 20 anos firmado com a Companhia de Gás do Amazonas (Cigas) é de 5,5 milhões de m³/dia, mas só três usinas locais estão utilizando o novo combustível.

Bacia do Solimões - Complexo de produção se estende por 70 poços

O campo de Urucu possui aproximadamente 70 poços em operação, que tornam o Amazonas o terceiro maior produtor de óleo e gás associado.

Para escoar a produção do meio da selva, a Petrobras construiu uma rede de dutos que ligam os poços até a área de processamento do Polo Arara. De Urucu seguem por três dutos, até o Terminal do Solimões, um complexo situado a 16 quilômetros da sede do município de Coari. Um duto para escoar o óleo, outro para o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, e outro para o gás natural, que abastece parte das usinas do parque térmico de Manaus, com a substituição do caro e poluente óleo e reduziram as emissões de gases na atmosfera.

Do terminal, o GLP é embarcado em navios butaneiros, assim como o óleo nos petroleiros e vão para a Refinaria Isaac Sabbá (Reman). O gás natural prossegue até Manaus pelo gasoduto por mais 383 quilômetros, cortando outros seis municípios no trajeto.

Novas áreas visam ampliar reservas

A empresa possui oito concessões no Estado em fase de exploração, com um total de 722 poços perfurados. Para tocar os planos, devem ser investidos US$ 3,4 bilhões até 2015. As atividades se concentram na Bacia do Solimões, com cinco concessões, e na Bacia do Amazonas, a leste de Manaus, onde detém três campos, entre eles Japiim e Azulão, em Silves, com reservas comerciais de gás.

Nessa área, a empresa poderá fornecer o gás para usinas locais, pois ainda não há plano de construir um gasoduto, como o de Aracanda-Juruá-Urucu, que obteve o licenciamento ambiental. De acordo com o gerente-geral Luiz Ferradans, a construção prevista para ser concluída em 2013 terá 140 quilômetros. A obra vai escoar o gás do campo de Juruá, descoberto em 1978, em Carauari.

A empresa também faz levantamento sísmico em Itapiranga desde julho para descobrir novas reservas. Atualmente, há uma equipe de cerca de 2 mil pessoas nessa área. “Os investimentos são sempre necessários para dar longevidade aos processos de produção”, explica.

Outra aposta é no poço Igarapé Chibata 1, em Tefé, a 15 quilômetros de Urucu, com vazão em fase de testes acima da média dos demais poços daquela região.

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Excelente reportagem, a atuação da Petrobrás na Amazônia é de extrema importância, espero que a empresa obtenha sucesso nas novas prospecções, precisamos ampliar a Refinaria Isaac Sabbá, precisamos desenvolver o uso do gás, mas principalmente precisamos baixar o preço dos combustiveis nessa região.

Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazonia - Brasil

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

CONVITE: III Semana Nacional de Fiscalização na Mineração



Repasso o convite recebido:

Prezados Senhores,


A CEGEM-AM juntamente com a CREA,  convida Vossas Senhorias a participar no dia 17/10/2011, às 09h00,  da abertura da  III Semana Nacional de Fiscalização na Mineração(SNFM) , no auditório do CREA-AM, em Manaus,  que abordará o seguinte  tema: A Missão da Instituição e sua Atuação no Estado do Amazonas na área de Mineração .

Entre os objetivos do evento destaca-se a promoção do estreitamento dos laços institucionais e maior integração entre as instituições participantes visando promover conhecimento sobre o setor Mineral do Estado, bem como divulgar a missão das instituições e sua atuação no Estado do Amazonas.

O evento se desdobra em duas etapas, a primeira com a ministração de palestras que ocorrerão dias 17 e 21/10/2011, aberta ao corpo técnico dos órgãos participantes e a  segunda com a fiscalização de campo dias 18 e 19/10, esta que destinada apenas aos fiscais do CREA-AM e DNPM, e no dia 20/10/2011,  a partir da 09h00,  visita a estrutura laboratorial do Departamento de Geociência da UFAM.

Anexo,  encaminhamos cartaz e programação do evento, para divulgação.

Registramos que esta Secretaria encontra-se à disposição para esclarecimentos outros que se façam necessários sobre o referido evento.

Atenciosamente,

Rosilei B. Castro
Sec. Câmaras
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Agradeço o convite e participarei do evento...desde já desejo sucesso à todos!
Geólogo Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

domingo, 16 de outubro de 2011

NOTICIA: Chineses buscam petróleo, mineração e até plantações

De olho em seu crescimento sustentável, a China volta seus olhos para as matérias-primas brasileiras. A voracidade é tanta que há dois anos o gigante asiático figura como o principal parceiro comercial brasileiro. As grandes exportações de minério de ferro e soja alçam a China ao maior comprador de produtos tupiniquins. No entanto, até alguns anos atrás estes insumos eram comercializados entre empresários brasileiros e chineses. Atualmente, parte da produção já é comercializada apenas por companhias sediadas no outro lado do mundo.

Em um levantamento feito por este DCI, nota-se o interesse em áreas estratégicas, como Petróleo, Nióbio (essencial para a produção de aço), Minério de Ferro, e até mesmo terras para plantação.

Segundo Ivan Ramalho, ex-secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o alto consumo chinês de produtos básicos faz com que tenham de importar muito para manter sua produção. Um exemplo utilizado por Ramalho, que também é presidente da Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior, é o petróleo. "Eles consomem duas vezes mais petróleo do que produzem. Quer dizer, 50% de tudo o que é utilizado é importado", afirma.

Recentemente, quatro companhias chinesas fizeram grandes aportes financeiros no País referentes à exploração da commodity. Em 2010, a Sinochem comprou por US$ 3,2 bilhões um campo de exploração na costa de Macaé, na Bahia, da norueguesa Statoil. A Sinopec adquiriu cerca de 40% da subsidiária brasileira da Repsol por cerca de US$ 7 bilhões. Neste ano, Petrochina e HongHua já anunciaram investimentos em parques fabris de sondas para investigação de hidrocarbonetos. "A China, como grande compradora de matérias-primas e commodities, tem grande potencial para produzir em outros países", afirma Ivan Ramalho.

Segundo Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), o país asiático necessita de recursos estratégicos para sustentar seu crescimento. "Sempre haverá o interesse nestas áreas. A China depende desses recursos", explica Charles Tang.

A importância brasileira no mercado chinês, porém, não é relevante, exatamente o contrário quando se analisa a corrente comercial na direção oposta. "O Brasil possui pouco mais de 2% em participação na pauta exportadora e não chega a 1% na importadora", diz Charles Tang.

Para Ivan Ramalho, é necessário dar maior atenção aos recursos e às oportunidades presentes no parceiro comercial. "Precisamos ir mais à China: as chances são enormes por lá", recomenda.

Welber Barral, ex-secretário do Mdic e sócio da Barral M Jorge Consultores Associados, indica que uma grande dependência dos recursos chineses pode ser maléfica para o País. "É arriscado para o Brasil depender do mercado de commodities para a China. Embora se fale muito, ela ainda não tem condições de salvar o mundo em um período de crise", afirma. "Temos que diversificar nosso comércio com outros países emergentes", acrescenta Barral.

De acordo com o ex-secretário, é necessário aumentar a competitividade de produtores para que a importância estrangeira diminua. "É evidente que o Brasil não possui poupança interna, então depende muito de investimentos estrangeiros para o desenvolvimento", explica Welber Barral. De acordo com o consultor, a mácula financeira abre portas para empreendimentos que não trazem benefícios socioeconômicos. "Estes projetos, principalmente os bilionários, não possuem valor agregado", afirma ele, referindo-se aos investimentos em produção de insumos básicos. No início de setembro, um grupo de companhias do parceiro asiático comprou 15% da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) por US$ 1,95 bilhão. A empresa controla 80% da produção mundial de nióbio. Há mais tempo, a Shandong Iron and Steel e a Xinwen Mining Group adquiriram o direito de exploração do projeto Salinas, uma área rica em minério de ferro em Minas Gerais, após pagar US$ 390 milhões ao grupo Votorantim. A Wuhan Iron And Steel, outra gigante chinesa da mineração, possui 21,5% de participação na empresa de mineração de Eike Batista, a MMX.

Segundo Charles Tang, os chineses queriam comprar até mesmo terras para plantar soja e cana-de-açúcar. "Negando investimentos nestes setores, eles se direcionam para outros países da América Latina e da África", comenta o presidente da CCIBC.

Welber Barral, porém, critica o interesse nestes setores. Segundo o ex-secretário do Mdic, a relação entre China e África pode ser comparada ao metalismo, época em que países europeus exploravam territórios internacionais em busca de ouro e prata. "Estes investimentos vêm para baratear remessas. São investimentos com venda casada da produção para a China", alerta.

Fonte: http://www.dci.com.br/Chineses-buscam-petroleo_-mineracao--e-ate-plantacoes-6-394457.html
Acesso em: 16/10/2011
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Além dos impactos ambientais em seu territótrio os chineses agora irão gerar impactos no Brasil, espero que esse consumo desenfreado nao seja acompanhado de desastres ambientais em nossas Terras.

Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

REFLEXÃO: Meus dias de criança em Manaus

 
Quando criança nós brincavamos de queimada, taco ball, esconde-esconde, barra-bandeira, manja, poucos tinham bicicleta, patins só os ricos, só ia pra casa quando escurecia. Minha mae nao me ligava no celular, nos ja sabiamos a hora de entrar e se nao entrassemos rodavamos na peia. Dia de hoje os pais estavam ensinando os filhos a cobrir papagaio, fazer amassadeira com lata de leite campo verde, fazer um "vai-e-vem" com garrafa de agua sanitaria, jogar cangapé! e com todas as dificuldade eramos felizes!
Como era bom quando faltava água e tinhamos que ir pegar no igarapé, quantas vezes peguei ralho por demorar e chegar com o balde quase seco (ficavamos brincando na agua por horas e voltavamos na sacanagem, tentando derrubar a agua dos outros), hoje passo proximo à esses locais e só resta um filete de agua poluída, sempre falo pras pessoas que aquela era nossa fonte de água e diversão, nunca acreditam! 
Viviamos assim, hoje poucos igarapes em Manaus permitem isso, veja mais em http://aguabrancaonline.blogspot.com

Hoje eu vejo tanta gente sentado na frente de um PC reclamando dos seus pais, chateado por ter que ir pra escola, no nosso tempo era na escola que comiamos, e pasmem era otimo a farofa de jabá, mas confesso que eu nao gostava de um treco chamado "leite nova vida"...eu chavama de "velha-morte", nessa epoca nao era proibido subir em arvores, as professoras sabiam o nome e endereço de todo moleque...a Prof Telezila passava na frente de casa 4 vezes por dia, em todas dizia pra minha mãe: Põe o Elias pda estudar!
Hoje se o moleque nao ganha o presente que deseja se tranca no quarto por 3 dias....na nossa epoca as casas eram de um cômodo! Não se reclamava da comida, geralmente nao se tinha opção.
Meu filho Kauã tem dois anos e meio, entra em uma loja e diz: ta baratinho! quando perguntam se ele tem dinheiro ele diz: não, mas papai tem.   Ganha no minimo 5 brinquedos diferentes em cada data comemorativa (dos avos paternos, maternos, tios, padrinhos) será que precisa tanto? eu tenho vontade de pegar esses brinquedos e doar na rua, e espero que ele aprenda logo o sentido da solidaridade, vejo pessoas que nao admitem que um irmão use a roupa do outro, na nossa familia tinhamos poucas roupas, entao tinhamos que dividir.
Lembro que meus padrinhos estudaram no centro. mamae conta que um estudava de manha e outro a tarde, isso porque quando um chegava dava a farda pro outro ir pra aula...será que isso ainda ocorre em alguma familia? Creio que sim!
Que nossos filhos sofram menos do que sofremos quando criança, mas que sejam tão felizes quanto fomos, e amem seus pais como amamos os nossos, e olha que apanhavamos muito mais e não tinhamos o Conselho Tutelar! Ainda bem! Obrigado Mãe.
Feliz dia das crianças!
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

AMBIENTE: À beira da extinção em massa



Ação humana sobre a natureza poderá causar a sexta grande perda de espécies da Terra


POR JOÃO RICARDO GONÇALVES


Rio - Um dos episódios mais dramáticos da história da vida na Terra aconteceu há 65,5 milhões de anos, quando uma extinção em massa, possivelmente causada por um asteroide, acabou com 75% das espécies que viviam no planeta. Atualmente,um número cada vez maior de cientistas acredita que estamos chegando perto de mais uma grande extinção — a sexta. E alguns deles a relacionam a um fator tão perigoso quando o meteoro: a ação do homem sobre o Meio Ambiente.

Vários levantamentos têm chamado a atenção para o acelerado ritmo de perda de espécies. A revista ‘PLoS Biology’ publicou, em agosto, o resultado do Censo da Biodiversidade, mostrando que existem cerca de 8,7 milhões de espécies vivas na Terra, entre animais, plantas, fungos, protozoários e cromistas. Parece muito, mas a União para a Conservação Internacional estima a taxa de espécies extintas por ano em 30 mil.

O ritmo de perdas está, então, mil a 10 mil vezes maior do que a taxa natural. Paleontólogos e biólogos mais pessimistas dizem que o mundo pode perder 30% de suas espécies até o século que vem — em seu ápice, esta nova extinção em massa poderia fulminar os mesmos 75% das espécies atingidas no final do Período Cretáceo, no episódio que ficou famoso por acabar com os dinossauros.

Estudo publicado este ano na Revista ‘Nature’ calcula que a extinção em massa, seguindo o ritmo atual de perdas de espécies, chegará em algum momento no intervalo de 3 a 22 séculos.

Seja como for, a aceleração do ritmo de perda de espécies atual coincide com a presença e multiplicação do homem na Terra. Nos últimos 500 anos, por exemplo, das 5,5 mil espécies de mamíferos conhecidas e catalogadas por biólogos, pelo menos 80 deixaram de existir.

“Da Revolução Industrial para cá, a população mundial cresceu de 1 bilhão para 7 bilhões. A economia cresceu mais de 50 vezes. Nesse ritmo, a humanidade poderá cometer um ecocídio”, observa o doutor em Demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, José Eustáquio Diniz Alves.

Chamado à mudança

Nem tudo, porém, é pessimismo. O grupo de cientistas responsável pelo estudo publicado na ‘Nature’ — todos de instituições americanas — afirmam que os indícios de uma nova extinção em massa podem ser um chamado para a conservação. “Ainda temos muita biota (conjunto de seres vivos de um ecossistema) da Terra para salvar. É muito importante que direcionemos recursos e legislação para a conservação de espécies se não quisermos nos tornar a espécie cuja atividade causou uma extinção em massa”, afirmou, na época da divulgação de seu estudo, Anthony Barnosky, curador do Museu de Paleontologia e professor da Universidade da Califórnia em Berkeley.

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Tudo indica que caminhamos para essa grande extinção, vejo problemas:

Extinção Paleozoica - desaparecimento dos trilobitas (eram os dominantes)
Extinção Mesozíca - desaparecimento dos dinossauros (eram os dominantes)
Extinção Atual - Nós seres humanos somos os dominantes!

Recicle seus habitos, mude suas atitudes!

Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazonas - Brasil

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

NOTICIA AMBIENTE: Sombras que fazem a diferença

Motoristas e pedestres agradecem a manutenção de espécies centenárias em área central. Elas, além de enfeitar, amenizam o calor de Manaus

Na rua Ramos Ferreira, os pés de Benjamin são um alívio para quem trafega pela área e também para aqueles que estudam nas imediações, deixando o clima mais ameno (Bruno Kelly)

Os galhos esticados dos benjaminzeiros (fícus Benjamin) fincados há décadas, de um lado e de outro nas calçadas da rua Ramos Ferreira, no Centro, Zona Centro-Sul, formam uma cobertura vegetal capaz de proporcionar uma sombra refrescante, nas proximidades da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Benjamin Constant, no Centro, Zona Centro-Sul. Esse cenário bucólico faz diferença nos horários de sol a pino, quando o astro atinge sua maior potência, principalmente na hora dos engarrafamentos, comuns em Manaus.

Nos meses em que as temperaturas teimam em responder com aquecimento às ações humanas de depredação à natureza, algumas ruas da capital parecem paisagens de revistas, dada a quantidade de árvores preservadas. Na esquina das ruas Ferreira Pena com Ramos Ferreira, moradores como a comerciante Elisabete da Costa Oliveira, cuja loja, Sagaz Skate Shop, é protegida dos raios solares, delicia-se com o ar bucólico da área, que deve continuar com policiamento mais efetivo.

Além dessas, trechos da Monsenhor Coutinho, Getúlio Vargas, 10 de Julho e Epaminondas, ruas também do Centro, permitem desfrutar da proteção, ainda que rápida, contra o “calor infernal” que anda fazendo na cidade, como aponta o taxista Omar Nascimento, 49. No bairro de Adrianópolis, a rua Teresina, entre as avenidas Umberto Calderaro e Mário Ypiranga, têm acácias e nas avenidas Carvalho Leal e Castelo Branco, na Cachoeirinha, Zona Centro-Sul, também preservam exemplares de espécies como mangueiras.

MAIS VERDE
A mudança no tipo de poda, que não decepa mais todos os galhos da planta, comum há alguns anos, é uma das causas desse novo visual das árvores, explica o diretor de arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Nildo Menezes. O órgão acompanha, inclusive, o trabalho feito pelos servidores da empresa Manaus Energia na proteção à fiação elétrica e é cauteloso nas podas de segurança, quando a árvore representa risco para as pessoas ou veículos. A limpeza das ervas de passarinho é outro trabalho  feito diariamente.

Embora haja predominância de oitis e mangueiras, a prefeitura não tem um levantamento de quantas árvores estão plantadas no Centro. 

A Semmas está fazendo um diagnóstico da quantidade de árvores e verificando o estado sanitário delas. Outras espécies estão sendo inseridas nessa área, como o pau-pretinho, por não agredir o calçamento e nem ter copa grande. O importante, finaliza ele,  não é plantar em quantidade, mas em qualidade, para proporcionar, além de beleza, conforto térmico.

Condutores buscam as árvores
A presença das árvores nas vias que têm tráfego pesado faz com que muitos condutoress prefiram seguir do lado da sombra enquanto são obrigados a pisar mais no freio do que no acelerador, seguindo o lento trânsito de Manaus. Elisabete, que mora na Ferreira Pena, teme pela retirada do policiamento da praça da Saudade, felizmente, segundo ela, livre dos bandidos disfarçados. “Aqui é um lugar maravilhoso agora, depois que a praça voltou a ser do povo”, comemora ela, que pede ainda mais iluminação ao local.

Sob as copas protetoras dos benjamins, os clientes de uma banca de tacacá consumem os quitutes ao som dos passarinhos, na rua Ramos Ferreira. Na mesma situação, aproveitando o refúgio proporcionado pelas árvores, um privilégio na cidade que dá, cada vez mais, lugar às edificações, os estudantes aproveitam as sombras para conversar e até estudar na rua Monsenhor Coutinho. O conforto térmico proporcionado pelas árvores é apontado pelos estudantes como algo bom. Mas eles reconhecem que nem sempre as pessoas cuidam das árvores. “Nós aprendemos a importância das árvores, mas precisamos colocar isso em prática”, revelou o estudante do ensino médio Carlos Fábio Soares, 16, para quem o que falta é sair do discurso para a prática da proteção.

Fonte: http://acritica.uol.com.br/manaus/Manaus-Amazonas-Amazonia-Sombras-diferenca_0_568743239.html
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Olá companheiros, eu gostaria de dizer que a cidade em que moro (Manaus) é a metropole verde no meio da Amazônia, porem infelizmente isso não condiz com a realidade.


É justamente o contrário, nossa cidade carece muito de um programa de arborização das vias, o calor intenso que assola a população poderia ser amenizado se tivessemos arvores ao longo das vias publicas, mas como exigir isso de um Governo que não se preocupa muito com essas questões? ou pior, de uma sucessão de governos que preferiram muitas vezes retirar árvores centenarias como por exemplo as mangueiras da Constantino Nery...


No mandato do Prefeito Serafim Corrêa o conselho municipal de meio ambiente estabeleceu uma norma de compensação ambiental, onde para cada árvore retirada na cidade, deveriam compensar com a doação de 5 mudas, pergunto: E o que foi feito com essas mudas? serviram de campanha para doação, no meu entendimento elas deveriam ser plantadas nas areas degradadas do municipio, porem isso não gera votos.


Senhores, façamos a nossa parte, plantemos nossas árvores!


Saudações Geológicas

Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil