sexta-feira, 16 de abril de 2010

Roubo de agua da Amazonia



Tráfico da água da Amazônia foi denunciada pela revista jurídica “Conselux”,
citando uma empresa norueguesa
BRASÍLIA (Agência Amazônia) - A Câmara vai apurar as denúncias de tráfico de água doce dos rios da Amazônia. Decisão neste sentido foi tomada pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional dois meses após a Agência Amazônia revelar que navios-tanques de várias nacionalidades estariam roubando águas de rios brasileiros.


A investigação foi pedida pelos deputados Lupércio Ramos (PMDB-AM) e Francisco Praciano (PT-AM). No requerimento pedem a realização de audiência com os ministérios do Meio Ambiente, da Defesa, e os diretores da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Polícia Federal.


O roubo de água dos rios da Amazônia foi denunciado na edição 310 da revista jurídica “Conselux” e repercutida por esta agência. Num texto sobre a Organização Mundial de Água e o mercado internacional de água, a revista afirma: “Navios-tanques estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”.


A publicação relata ainda que o comércio estaria tão avançado ao ponto de empresas internacionais, entre as quais a norueguesa Nordic Water Supply Co., terem desenvolvidos modernas tecnologias para a captação da água. A Nordic teria inclusive até firmado contratos de exportação de água a partir do emprego dessas técnicas para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.


Segundo a denúncia da revista, a captação geralmente é feita no ponto que o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico. Os indícios são de que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce que, depois, seria engarrafada na Europa e no Oriente Médio. A “Consulex” explica que a procura pela água farta do Brasil ocorre por um motivo simples: o baixo custo de beneficiamento. Para tratar a água retirada os hidropiratas gastam US$ 0,80 em média para tirar a turbidez da água. A dessalinização das águas oceânicas sai por US$ 1,50 o metro cúbico.

Materia extraida de: http://www.acritica.com.br/ dia 15 de abril de 2010.
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Comentario:

Essa estória circula em Manaus já faz tempo, ouvi isso pela primeira vez em 2203 em uma palestra apresentada pela Dra. Luciana Valente (ex-secretaria da SEMMA) quando eu fazia Especialização em Gerenciamento e Planejamento de Águas na UFAM.



Ela citava que os navios que trazem os insumos da Europa, Ásia e EUA para serem manufaturados no Pólo Industrial de Manaus ao aportarem na cidade sempre trocavam seus latros, e que estes navios para retornarem aos seus portos de origem necessitavam reconstituir este lastro.


O fato é que realmente é comum observarmos na orla de Manaus vários navios com a quilha de fora, e todos sabem que sem o lastro esses navios não conseguiriam atravessar os oceanos em segurança.


A pergunta é: será que ao chegar ao Oriente Médio e outros destinos os navios jogam essas toneladas de água doce fora também? Com um barril de água valendo três de petróleo eu duvido muito...


Só nos cabe fiscalizar e cobrar providencias das autoridades competentes.

Em homenagem ao maior rio do mundo, posto abaixo a letra e video da musica Amazonas Moreno do Grupo Raizes Cablocas.
Saudações Geológicas

Prof. Elias Santos Junior
Manaus – Amazonas - Brasil

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Amazonas Moreno - Grupo Raizes Cablocas
 
 
 


Amazonas moreno,

tuas águas sagradas
são lindas estradas
são contos de fadas
ó meu doce rio

A canoa que passa

O vôo da garça
as gaivotas cantando
em ti vão deixando
o gosto de amar

É o caboclo sonhando
que entoa remando
o seu triste penar.

Neste poema de bolhas
que ressoa nas folhas
da linda floresta
do meu rio mar

Neste poema de bolhas
que ressoa nas folhas
da linda floresta do meu rio mar
é o caboclo sonhando
que entoa remando
o seu triste penar
neste caudal tão bonito
que é o desejo infinito
de plantar meu grito
nas ondas do mar



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